A Seca e as moedas

 

Por volta de mil novecentos e trinta, a Travessia era feita por barcos bem menos modernos que os atuais Catamarãs. Eles atracavam em um trapiche na beira do rio, próximo onde hoje é o atual píer. Quem mora aqui costuma ouvir as histórias dos moradores daquela época. Uma dessas histórias é a da grande seca que baixou o nível do rio deixando uma boa faixa de terra embaixo do trapiche.
O fato é que a cidade recebia moradores de Porto Alegre que vinham veranear em suas casa na praia da Alegria
e da Florida. Esse povo chegava de barco e usava charretes para chegar até suas casas. A gurizada daqui, visando ganhar uns trocados, ajudava a transportar as malas
do barco até a condução.
Quando os veranistas vasculhavam os bolsos em busca
de dinheiro para os meninos, que os auxiliaram, acabavam por deixar cair moedas pelos pequenos vãos que existiam entre as tábuas do antigo píer. Quando o rio baixou, durante a seca, revelou uma verdadeira mina de moedas. Imagina só a faceirice dos guris quando descobriram esse tesouro? Quase viraram caranguejos na tentativa de encontrar
o máximo de moedas no lago que se formou.

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